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Disciplina de Entomologia desafia acadêmicos da Fatec Ivaiporã identificar insetos do campo

Acadêmicos de Agronomia da Fatec Ivaiporã apresentam caixas entomológicas com insetos coletados e identificados durante atividade prática.
Caixas entomológicas produzidas pelos acadêmicos da Fatec Ivaiporã / Foto: Assesssoria de Imprensa

Estudantes de Agronomia colocam em prática conhecimentos de Entomologia com coleta e identificação de insetos.

Borboletas, besouros, gafanhotos, percevejos, libélulas e diversos outros insetos deixaram de ser imagens dos livros e ganharam espaço nas caixas entomológicas produzidas pelos acadêmicos do 5º período de Agronomia da Fatec Ivaiporã. A atividade integra a disciplina de Entomologia Agrícola I e reúne conhecimentos de coleta, identificação, preservação e classificação das espécies encontradas em campo.

Depois das aulas teóricas, os acadêmicos coletaram os insetos, prepararam o material, identificaram as espécies e organizaram as coleções conforme critérios técnicos. Cada dupla apresentou uma caixa contendo 20 insetos pertencentes a pelo menos 8 ordens diferentes.

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Além da conservação adequada dos exemplares, a atividade exigiu identificação por etiquetas, informações sobre a localidade, data da coleta e a correta classificação de cada espécie.

Conteúdos indispensáveis

Segundo a professora de Agronomia, Mariana Sismeiro, a proposta permite que os acadêmicos compreendam conteúdos que serão indispensáveis durante a atuação profissional. “Na teoria, os acadêmicos aprendem a identificar os insetos. Depois vão a campo, coletam, alfinetam, identificam as espécies e organizam o material. É uma atividade que aproxima o conteúdo da realidade que encontrarão como agrônomos”, explicou a professora.

Mariana Sismeiro explicou que o estudo da Entomologia é fundamental, uma vez que grande parte das decisões tomadas no campo depende do reconhecimento correto dos insetos. “Os acadêmicos precisam conhecer quais espécies causam prejuízos às culturas e quais são inimigas naturais das pragas”, esclareceu Mariana Sismeiro. O conhecimento será utilizado no mercado de trabalho, auxiliando no manejo das lavouras e na tomada de decisões técnicas.

Para Matheus Gomes, a experiência mudou a forma de observar as lavouras. “Na prática, percebi que nem todo inseto representa um problema para a lavoura. Aprendi a diferenciar as pragas dos inimigos naturais e entender a importância de cada um para o manejo das culturas”, contou.

Segundo Lucas Costa, montar a caixa entomológica exigiu paciência e bastante pesquisa. “Cada inseto representou um desafio. Foi um aprendizado que dificilmente teríamos apenas em sala de aula”, opinou Lucas Costa.

O aprendizado continua no 6º período na disciplina de Entomologia II. Nessa etapa, os acadêmicos confeccionam o chamado pragário – uma coleção composta por insetos-praga e os inimigos naturais relacionados às principais culturas agrícolas da região.

Cada grupo recebe uma cultura por sorteio e deve montar uma coleção com 20 exemplares: 10 pragas e 10 inimigos naturais. Assim como nas caixas entomológicas, os insetos precisam atender critérios rigorosos de conservação, identificação e organização. A atividade envolve observação em campo, pesquisa, técnica laboratorial e classificação científica.

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