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Aula magna de Biomedicina na Fatec destaca responsabilidade em exames

Aula magna de Biomedicina na Fatec Ivaiporã com palestra sobre validação de exames
Aula magna de Biomedicina na Fatec Ivaiporã abordou responsabilidade na validação de exames / Foto: Assesoria de Imprensa

Palestra destaca papel do biomédico na validação e interpretação de exames

Os processos que antecedem um diagnóstico médico foram tema da aula magna do curso de Biomedicina da Fatec Ivaiporã, realizada na terça-feira, dia 24 de março. A coordenadora Joana Carolina Ostrowski Ramos convidou a biomédica Andressa Prado, que é especialista em Análises Clínicas, para abordar o tema: Do Tubo ao Diagnóstico: o que ninguém te conta sobre a biomedicina.

A palestrante abordou um ponto pouco discutido fora dos laboratórios: a responsabilidade técnica envolvida em cada etapa que antecede a liberação de um exame. Segundo Andressa Prado, há um equívoco comum ao imaginar que o trabalho do biomédico se resume à análise direta das amostras. (fotos abaixo)

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“Não é simplesmente pegar um tubo de sangue e colocar no aparelho. Existe um processo de validação. O biomédico precisa avaliar se aquela amostra é adequada, correlacionar com a fisiologia do paciente e interpretar criticamente o resultado”, explicou Andressa Prado.

Durante a palestra, a biomédica detalhou que o exame laboratorial não se encerra no número gerado por equipamentos. Ou seja, o aparelho aponta um valor. Quem decide o que aquele valor significa é o profissional. “Cabe ao biomédico identificar se é uma alteração ou se há uma falha técnica”, afirmou.

Olhar atento

Andressa Prado explicou também que grande parte dos possíveis erros ocorre antes da análise. “Muitas falhas acontecem na fase pré-analítica. Antes do material chegar ao laboratório. Se não houver um olhar atento, o resultado pode não refletir a realidade do paciente”, alertou.

Outro ponto abordado foi a amplitude da atuação do biomédico. Embora as análises clínicas sejam uma das áreas mais conhecidas, a profissão reúne mais de 30 habilitações. Andressa Prado citou exemplos de áreas bastante procuradas, tais como perícia criminal ou estética. “O biomédico não é um executor de exames. O equipamento executa. O profissional analisa, valida e assume a responsabilidade sobre o que será entregue ao médico”, diferenciou.

Para os acadêmicos, a aula magna funcionou como um 1º contato mais direto com a dimensão prática da profissão. Ao compartilhar situações da rotina laboratorial, Andressa Prado chamou atenção para decisões que podem impactar diretamente o desfecho de um paciente. “Quem compreende o que está por trás do exame consegue tomar decisões mais seguras. E, na área da saúde, faz muita diferença”, concluiu a biomédica.

No final, Joana Ramos disse que a proposta foi aproximar os acadêmicos da profissão de biomédico. “Agradeço à Andressa Prado pela disponibilidade e pela forma como compartilhou experiencias com os acadêmicos”, disse a coordenadora.

* Com informações Assessoria de Imprensa

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