Intercâmbio reuniu rotarianos do Paraná que visitaram cidades do estado de Gujarat
O casal de rotarianos Tania Ghizoni Ferreti e José Carlos Ferreti, de Ivaiporã, participou do Intercâmbio da Amizade entre os distritos 4710 e 3060 – Surat (Gujarat), na Índia. A viagem durou 21 dias e reuniu representantes do Paraná que visitaram cidades do país asiático para conhecer projetos sociais e aspectos da cultura local.
Tania integra o Rotary Club de Ivaiporã Integração, enquanto José Carlos Ferreti é associado ao Rotary Club de Ivaiporã. Eles participaram da missão internacional ao lado de rotarianos de Arapongas, Londrina e Apucarana. (fotos abaixo)
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Durante a viagem, os brasileiros foram recebidos por rotarianos indianos, que atuaram como anfitriões nas cidades visitadas. Em cada local, os participantes ficaram hospedados nas casas de integrantes do Rotary.
“Eles são extremamente carinhosos e atenciosos. Para eles, receber visitas é algo muito importante e fazem de tudo para que a pessoa se sinta bem”, contou Tania Ghizoni Ferreti.
Ao longo do intercâmbio, a delegação percorreu cidades do estado de Gujarat, no oeste da Índia, entre elas Surat, Jamnagar, Rajkot, Junagadh, Sasan Gir e Vadodara.
Os brasileiros também visitaram Delhi, capital do país, e Agra, onde está localizado o Taj Mahal, um dos monumentos mais conhecidos do mundo.
Em cada cidade, os visitantes permaneceram entre dois e três dias. Ao final das visitas, os clubes locais promoviam reuniões festivas de despedida, com a tradicional troca de flâmulas entre os clubes do Rotary.
Os encontros também incluíram apresentações culturais entre brasileiros e indianos. Segundo Tania, os participantes do Paraná apresentaram danças típicas do país, enquanto os anfitriões ensinaram danças tradicionais indianas, muitas delas realizadas em roda.
Outro aspecto que chamou atenção do grupo foi a forte presença da religiosidade no cotidiano da população. De acordo com a rotariana, é comum encontrar templos de diferentes religiões próximos uns dos outros, convivendo de forma harmoniosa.
Troca cultural e costumes locais
Ela também destacou o sentimento de patriotismo presente no país.
“Em muitos lugares há bandeiras da Índia e várias datas comemorativas ligadas à história do país e às tradições religiosas”, afirmou.
Durante os 21 dias de viagem, o grupo seguiu a alimentação típica local. Em muitas regiões da Índia, grande parte da população não consome carne, e em alguns casos também evita ovos.
“O único alimento de origem animal mais comum é o leite. Durante toda a viagem nós não comemos carne”, relatou.
Projetos sociais e curiosidades da viagem
A programação incluiu visitas a projetos mantidos pelo Rotary na região. Entre eles está uma clínica comunitária que oferece medicamentos gratuitos, atendimento odontológico, exames laboratoriais e assistência psicológica à população.
Os visitantes também conheceram um hospital especializado em tratamentos da cavidade oral, que atende desde problemas dentários simples até casos de câncer na boca e na garganta.
Em uma escola, os rotarianos acompanharam exames realizados em estudantes entre 12 e 14 anos para detectar talassemia, uma doença genética do sangue.
O grupo também visitou uma biblioteca criada com doações da comunidade, que possui um projeto itinerante para levar livros a diferentes regiões.
Outro ponto que chamou atenção da delegação brasileira foi o trânsito nas cidades indianas. Mesmo em cidades com cerca de 1,5 milhão de habitantes, há poucos semáforos e pouca fiscalização.
Segundo Tania, motoristas utilizam a buzina como forma de comunicação, indicando ultrapassagens ou alertando outros veículos.
Nas ruas circulam ao mesmo tempo carros, motos, ônibus, caminhões, bicicletas, tuk-tuks, pedestres e até vacas, consideradas animais sagrados.
A experiência deve continuar ainda este ano. Existe a expectativa de que rotarianos indianos visitem o Brasil em novembro, quando serão recebidos por clubes do Distrito 4710 do Rotary, no Paraná.
Para José Carlos Ferreti, a viagem foi uma oportunidade de ampliar a visão sobre outras culturas e fortalecer os laços entre os rotarianos dos dois países.
“Foi uma experiência muito rica. Além de conhecer um país com costumes tão diferentes, vimos de perto o trabalho social que o Rotary desenvolve em outras partes do mundo”, afirmou.



































