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Comandante da 6ª CIPM fala sobre carta “Pedido de Socorro”; assista

Comandante fala sobre carta
Comandante da 6ª CIPM, major Robson Falk Vieira

Na manhã desta sexta-feira (26), o comandante da 6ª CIPM, major  Robson Falk Vieira, em entrevista coletiva  falou sobre um carta divulgada nas redes sociais, intitulada “Carta de Pedido de Socorro”, que teria sido divulgada por um policial militar.

Na carta o autor, mostra descontentamento com a escala de serviço e diz que a tropa está ficando doente, causado por alto nível de estresse. Na carta o policial não se identifica e diz que fala em nome dos demais policias. 

Conforme major Robson, o recebimento da carta foi uma surpresa desagradável. “Porque fizemos um estudo da aplicação do efetivo de Ivaiporã e a mudança na escala foi para otimizar o emprego dos policiais”.

Segundo o comandante a forma como era a escala anterior dos policiais correspondia a 42 horas semanais, e mesmo com a mudança, a escala permaneceu com as mesmas 42 horas.

Veja a entrevista na integra

Veja a Carta

Caro comandante, a RPA da 6ª CIPM em especial a de Ivaiporã, pede socorro. Já não sabemos mais a quem recorrer, talvez os senhores não estejam notando, mas a  tropa está ficando doente e exposta. Por isto, tomei iniciativa, em nome dos meus companheiros de serviço, para expressar nosso sentimento e evitar que aconteça um mal maior, como já houve nesta unidade policial. Das quatro escalas de serviço, imposta para nós, para poder suprir a falta de efetivo nos Destacamento, escolhemos a menos pior. Agora estamos sofrendo as consequências, pois o nosso ciclo de descanso está sendo prejudicado. E é, justamente, nesse período, que se reúne forças para o segmento normal de uma escala de trabalho. “O nosso corpo é uma máquina vulnerável, pois adoecemos e envelhecemos. O abuso desta máquina,  pode acarretar efeitos desastrosos no ambiente de trabalho, principalmente, para um trabalhador, que anda armado e dirige quase todo o tempo, gerando alguns desgastes irreversíveis e outros que, aparentemente, são insignificantes, mas no final de um longo período, representam latente prejuízo ao Estado, a Sociedade e, principalmente, à saúde do policial.” Nós, servidores militares, muitas vezes, pais de família,  ou filhos, somos membros da sociedade que defendemos, portanto, merecemos o devido respeito, daqueles que deveriam olhar para tropa, como um todo,  cuidando do fator descanso e da qualidade de vida de todos os militares, sem distinção. A impressão que temos, é que nossa companhia, está subdividida em quatro policias distintas:  administrativos / p2 / ROTAM e a judiada RPA. Quando, na verdade, somos uma polícia só e estamos no mesmo barco, que está prestes a naufragar. Quando não nos alimentamos corretamente, não dormimos e não estamos submetidos a uma rotina de recuperação das energias físicas e mentais, a nossa produtividade cai de forma vertiginosa e passamos a estar expostos a doenças profissionais e acidentes de trabalho. Por este o motivo, os inúmeros números de militares afastado por atestado médico. Muitas vezes estamos rindo em uma roda de conversa, contando uma historia, reclamando, mas ninguém sabe o que realmente cada militar está passando em sua vida particular ou profissional. Pedimos, encarecidamente, que seja revista á questão da escala de serviço, em especial da RPA de Ivaiporã, para o bom andamento do serviço prestado a população. Se a cidade é está calmaria, é graças ao bom trabalho desenvolvido pelos policiais de rua. O índice de criminalidade ou roubos na cidade é baixíssimo, comparado a outras cidades, não por Ivaiporã ser tranquila, mas sim, porque nossos valorosos policiais patrulham de forma coerente e estão sempre no lugar estratégico e hora certa, evitando assim que estes tais crimes aconteçam. Sabemos que estamos no ambiente militar e estamos sujeitos a sanções administrativas e punições a todo instante, só espero que esta expressão de pedido de socorro, que não é somente minha e sim de todos os companheiros. que se encontram na mesma situação, não possa me prejudicar mais uma vez. “Pois já fui prejudicado, uma vez,  com uma repreensão por fazer uma brincadeira no nosso grupo de whatsapp , onde postei um comentário referente a uma escala de serviço, que um corpo não ocupava dois lugares no espaço ao mesmo tempo. “Grupo este onde todos sempre brincaram. Desta vez o negócio é sério… Socorro. Socorro. Socorro!!! Depois não adianta chorar o leite derramado”, assinado RPA – Rádio Patrulha, de Ivaiporã. 

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