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“Estudar Medicina na Fatec Ivaiporã é aprender em diferentes campos de estágio”

Bruno Maschio Neto é o coordenador do curso de Medicina
Coordenador do curso, Bruno Maschio Neto

Curso oferece contato com diferentes campos de estágio e atividades práticas desde os primeiros períodos

As inscrições para o Vestibular de Medicina da Fatec Ivaiporã, que selecionará a 4ª turma em 2027, terminam nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, às 12h00. A prova será realizada on-line no sábado, dia 26.

Nesta entrevista, o coordenador do curso, Bruno Maschio Neto, apresenta os principais aspectos da formação, explica como ocorre o contato dos acadêmicos com a rede de saúde e fala sobre a estrutura disponível e a experiência de estudar Medicina em Ivaiporã.

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Bruno Maschio Neto, que reside em Londrina, atua nas áreas de clínica médica e cirurgia capilar. É especialista em Docência no Ensino Superior em Saúde, tem formação em simulação realística e cursos complementares em diferentes áreas clínicas. Avaliador do Ministério da Educação (MEC), também participa de projetos de residência médica com apoio do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo) e de grupos de pesquisa no Brasil e na Espanha.

Fatec Ivaiporã – Que orientação daria a quem deseja cursar Medicina e não se inscreveu para o vestibular do dia 26 de setembro?

Bruno Maschio Neto – A minha orientação é não adiar uma decisão que pode transformar a vida. Quem deseja estudar Medicina precisa compreender que a trajetória exige dedicação, estudo contínuo, responsabilidade e compromisso com as pessoas. Não é uma profissão construída apenas com conhecimento técnico. Exige maturidade, empatia, disciplina e disposição para aprender todos os dias.

O vestibular é o 1º passo. Depois virão desafios e oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Se Medicina é o propósito, avalie as condições, conheça a Fatec e participe do processo seletivo.

Fatec Ivaiporã – O que diferencia a formação oferecida pelo curso de Medicina?

Bruno Maschio Neto – A proposta é formar médicos com sólida base científica e capacidade para compreender a realidade dos pacientes, famílias e das comunidades onde irão atuar. A formação integra conhecimento teórico, habilidades práticas e atitudes humanizadas desde o início do curso. Buscamos formar médicos capazes de escutar, acolher, trabalhar em equipe e tomar decisões responsáveis.

A formação também se articula com o Sistema Único de Saúde e com a realidade regional. O acadêmico é estimulado a compreender as necessidades da população do Vale do Ivaí e a desenvolver uma visão integral do cuidado nos diferentes níveis de atenção.

Fatec Ivaiporã – Quais vantagens Ivaiporã e a formação no interior oferecem aos acadêmicos que chegam de outras cidades e Estados?

Bruno Maschio Neto – Ivaiporã oferece a possibilidade de uma experiência universitária marcada pela proximidade e pela integração com a comunidade. Para quem chega de outra cidade ou Estado, a rotina pode ter menos tempo de deslocamento, custo de vida potencialmente mais acessível do que o de grandes centros e contato mais próximo com a coordenação e os professores.

Estudar Medicina na Fatec Ivaiporã é aprender em diferentes campos de estágio. Além disso, favorece o acompanhamento mais contínuo dos pacientes. O acadêmico pode compreender a doença, condições de vida, realidade familiar e o contexto social de cada pessoa. Ao mesmo tempo, conhece diferentes níveis de atenção e desafios concretos do sistema de saúde, como acesso, referência, contrarreferência e trabalho multiprofissional.

Fatec Ivaiporã – De que forma os acadêmicos têm contato com a prática médica desde os primeiros períodos?

Bruno Maschio Neto – De maneira progressiva e supervisionada. O acadêmico não precisa esperar o internato para conhecer a realidade do atendimento em saúde. Desde os primeiros períodos, participa de atividades vinculadas às unidades curriculares e desenvolvidas em cenários do Vale do Ivaí.

Essa experiência permite conhecer o território, observar o funcionamento dos serviços, desenvolver habilidades de comunicação e compreender os determinantes sociais do processo saúde-doença. Com o avanço do curso, as atividades passam a envolver unidades básicas de saúde, ambulatórios, hospitais e serviços especializados, sempre com supervisão e responsabilidades compatíveis com o nível de formação.

Fatec Ivaiporã – Quais estruturas e campos de aprendizagem estão disponíveis durante o curso?

Bruno Maschio Neto – A Fatec possui laboratórios para práticas de Bioquímica, Fisiologia, Farmacologia, Microscopia, Parasitologia, Microbiologia e áreas morfofuncionais –, além dos espaços destinados ao desenvolvimento de habilidades clínicas e à simulação realística.

Nos campos de prática, o curso mantém articulação com unidades básicas de saúde, hospitais e serviços especializados de Ivaiporã e de outros municípios do Vale do Ivaí. O Projeto Pedagógico do Curso também registra parcerias com o Consórcio Intermunicipal de Saúde de Ivaiporã e com prefeituras da região. A proximidade do Ambulatório Médico de Especialidades [AME] representa outra possibilidade de ampliação dos cenários de atendimento e aprendizagem.

Fatec Ivaiporã – Como a simulação realística prepara os acadêmicos para diferentes situações da prática médica?

Bruno Maschio Neto – A simulação permite desenvolver habilidades clínicas, cirúrgicas e técnicas em um ambiente controlado, seguro e supervisionado, antes da realização de determinados procedimentos em pacientes. Os espaços permitem reproduzir situações relacionadas a cirurgia, parto, manejo de vias aéreas, assistência ao recém-nascido, atendimento pré-hospitalar, primeiros socorros, pacientes críticos, saúde da mulher e assistência pediátrica.

Além da execução dos procedimentos, são trabalhados o raciocínio clínico, a comunicação, liderança, trabalho em equipe e a tomada de decisão em situações de pressão. Após cada atividade, o professor e os acadêmicos fazem o debriefing, momento em que analisam as decisões tomadas, os acertos e os pontos que precisam ser aprimorados.

A simulação não substitui o contato com o paciente. É uma ferramenta complementar que prepara o acadêmico, ajuda a identificar dificuldades e ensina a reconhecer limites e a pedir ajuda. A segurança do paciente começa na formação.

Informações Assessoria de Imprensa
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