Área prevista é de 123,5 mil hectares e colheita da soja ainda segue na região
O plantio do milho da segunda safra já alcança cerca de 70% da área prevista nos 15 municípios atendidos pelo Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Ivaiporã, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral).
Para este ano, a estimativa é de 123,5 mil hectares, área ligeiramente maior que a da safra passada, quando foram plantados cerca de 120 mil hectares do grão na região. Já o trigo deve começar a ser plantado em abril, com área estimada em cerca de 40 mil hectares na região.
De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral no núcleo regional, Sérgio Carlos Empinotti, o plantio avançou rapidamente porque muitos produtores conseguiram colher parte da soja e aproveitar a janela para semear o milho. A colheita da soja segue avançando e ainda há cerca de 30% da área a ser colhida na região, o que deve permitir o avanço do plantio do milho nos próximos dias.
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A janela recomendada para o plantio do milho safrinha terminou no final de fevereiro, prazo que garante a cobertura do seguro agrícola. Mesmo assim, alguns produtores ainda devem plantar fora desse período, assumindo o risco em caso de perdas climáticas.
Nos últimos anos, o milho tem ganhado espaço em relação ao trigo na região. Um dos fatores apontados é a relação entre preço de mercado e custo de produção. A produtividade do milho também apresentou melhora nos últimos anos, com média em torno de 220 sacas por hectare.
“Essa é uma média regional, mas há produtores que conseguem colher até 300 ou 330 sacas por hectare, dependendo das condições climáticas e do manejo da lavoura”, afirmou.
Atualmente, a saca do milho está em torno de R$ 53, enquanto o trigo gira perto de R$ 62, mas o custo para produzir trigo costuma ser mais elevado. “Mesmo com o preço menor, o milho ainda compensa para o produtor”, explicou o agrônomo.
Além da questão econômica, o milho também traz benefícios agronômicos para o sistema produtivo, ajudando na cobertura do solo e na formação de matéria orgânica.
Outro fator que favorece o cultivo do milho no Paraná é o forte consumo interno do grão, principalmente na cadeia de produção de proteína animal.
“O milho tem um consumo interno muito grande no Paraná, principalmente nas granjas e na produção de aves e suínos. Isso traz mais segurança para o produtor, porque sempre há demanda pelo grão”, destacou o agrônomo.
Nas áreas já plantadas, o desenvolvimento das lavouras é considerado positivo. Cerca de 70% estão em fase de germinação e 30% em desenvolvimento vegetativo, com bom estado das plantas.

* Texto e fotos: Ivan Maldonado


























