Projeto da Prefeitura de Ivaiporã prevê apoio técnico, parcerias e garantia de comercialização
A Prefeitura de Ivaiporã iniciou um programa para incentivar a piscicultura como alternativa de renda no campo, apostando no potencial hídrico do município e na organização da cadeia produtiva para garantir mercado aos produtores. A iniciativa prevê orientação técnica, apoio na construção de tanques e articulação de parcerias para assegurar a comercialização do peixe.
Segundo o secretário municipal de Agricultura, Pedro Matos, o projeto vem sendo estruturado há algum tempo e agora avança com a formalização de parcerias. “A piscicultura é uma atividade considerada boa, mas ainda enfrenta dificuldades na venda. Por isso, a ideia é trabalhar com integração, garantindo segurança ao produtor desde a produção até a comercialização”, explicou. (fotos abaixo)
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Uma das parcerias em andamento é com a Cocari, que poderá fornecer alevinos, ração, assistência técnica e também garantir a compra do peixe ao final do ciclo. Nesse modelo, o produtor entra com a estrutura da propriedade, como tanques, energia, aeradores e manejo diário.
Além da integração com empresas, o município também pretende atender produtores de menor porte, que não possuem grandes áreas. “A gente sabe que muitos têm interesse, mas não têm grandes propriedades. Por isso, estamos buscando alternativas para que todos consigam produzir e vender”, afirmou o secretário.
Entre as opções, está o encaminhamento da produção para abatedouros da região, ampliando as possibilidades de comercialização.
O produtor rural José Maurino Carniato é um dos interessados em retomar a piscicultura com o novo projeto. Ele possui uma estrutura de represas construída em 1993, por meio de parceria com a prefeitura e a Emater.
Na propriedade, há quatro represas que variam de cerca de 800 a 4 mil metros, com possibilidade de ampliação para aproximadamente 8 mil metros de lâmina d’água. Além disso, ele mantém uma pequena represa voltada ao consumo da família. “Já tenho boa parte da estrutura pronta. A ideia agora é ampliar e voltar a produzir”, disse.
Ele já trabalhou com tilápia no passado, mas abandonou a atividade após cerca de dois anos devido à baixa rentabilidade. “Na época, o preço era muito baixo e eu tinha que arcar com tudo, desde alevino até ração. Não compensava”, relembrou.
Novo modelo traz mais segurança
Com a possibilidade de integração com a Cocari, o produtor acredita que o cenário é diferente. “Agora fica viável porque já tem garantia de venda. Eles fornecem os insumos, dão assistência e fazem a despesca. A gente entra com a estrutura e o trabalho”, explicou.
A área da propriedade já foi avaliada e considerada apta para o projeto. No momento, o produtor aguarda a liberação ambiental para iniciar a atividade. “A parte mais difícil já está pronta, que são as represas e a estrutura. Agora é aguardar a liberação do IAT (Instituto Água e Terra)”, afirmou.
* Reportagem e fotos: Ivan Maldonado























