Evento reuniu acadêmicos em palestras e atividades práticas sobre inspeção de alimentos, doenças animais e manejo de pequenos ruminantes
O curso de Medicina Veterinária da Fatec Ivaiporã encerrou a VetConecta – Ciência, Prática e Inovação em Medicina Veterinária, na quinta-feira, dia 3 de setembro, com palestra e minicurso ministrados pelos médicos-veterinários Mário Ezequiel Gomes Bueno e Rafaeli Fagá Daniel.
Na pauta estiveram a Inspeção de Produtos de Origem Animal (POA), Medicina de Grandes Animais e o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), Métodos de Avaliação Clínica e Contenção de Pequenos Ruminantes. (fotos abaixo)
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Mário Bueno
Segundo Mário Bueno o grande problema das doenças transmitidas por alimentos são as zoonoses. Ou seja, podem passar dos animais para as pessoas. “Além dos riscos à saúde, problemas sanitários podem causar perdas econômicas aos produtores – inclusive por restrições à comercialização”, lembrou.
Quanto à participação do médico-veterinário no PNCEBT Mário Bueno explicou que o profissional atua no diagnóstico, eliminação de animais positivos e na vacinação contra a brucelose como medida preventiva. “E, nas propriedades rurais, o controle sanitário começa pela organização do trabalho. A aquisição de animais com condição sanitária conhecida, a adoção de protocolos reconhecidos e o cumprimento correto dos procedimentos reduzem riscos no rebanho e na produção de alimentos”, informou.
Na ocasião, Mário Bueno apresentou características positivas e dificuldades encontradas em diferentes áreas, com a finalidade de mostrar aos acadêmicos que a profissão não está restrita ao atendimento de cães e gatos.
Rafaeli Daniel
A médica-veterinária apresentou técnicas básicas de abordagem, contenção e exame físico de ovinos e caprinos, considerando o comportamento e as particularidades de cada espécie. Segundo Rafaeli Daniel, a avaliação começa antes do contato com o animal.
“O médico-veterinário deve observar a postura, o comportamento e a reação ao ambiente. Durante a aproximação, é necessário evitar movimentos bruscos, gritos e uso excessivo de força, que podem aumentar o estresse e o risco de acidentes”, aconselhou.
A médica-veterinária disse que uma contenção bem executada protege o médico-veterinário, a equipe e o próprio animal. “O isolamento do rebanho, apatia, perda de apetite, dificuldade para caminhar e alterações de comportamento estão entre os sinais que exigem atenção”, exemplificou.
A avaliação inclui frequência respiratória e cardíaca, temperatura corporal, coloração das mucosas, presença de secreções e possíveis alterações nas fezes, no abdômen e nos cascos. “Nenhum sinal deve ser analisado isoladamente. É preciso avaliar o animal para identificar alterações e direcionar corretamente o diagnóstico”, avisou Rafaeli Daniel.
No final, o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Paulo Góes, fez um balanço positivo da VetConecta. “A programação permitiu aos acadêmicos conhecer campos da Medicina Veterinária e compreender procedimentos que fazem parte da rotina profissional. Este era o resultado que esperávamos da Semana de Veterinária”, declarou.




























