Palestra destacou abordagem osteopática e tratamento multidisciplinar
A Fatec Ivaiporã promoveu a aula magna do curso de Fisioterapia, na quarta-feira, 18 de março, reunindo acadêmicos e professores para discutir a Fisioterapia nas Cefaleias e DTM: uma abordagem osteopática. A palestra foi conduzida pela fisioterapeuta osteopata e mestre em Ciências da Reabilitação, Maria Carolina Carvalho.
O convite foi feito pelo coordenador do curso de Fisioterapia, José Henrique Cid de Brito, com o objetivo de aproximar os acadêmicos e discutir sobre o tratamento de dores crônicas que afetam a qualidade de vida dos pacientes. (fotos abaixo)
LEIA MAIS: Fatec Ivaiporã recebe estudantes de Lidianópolis e aproxima jovens das escolhas profissionais
Maria Carolina Carvalho explicou que o trabalho da fisioterapia em casos de cefaleia e Disfunção Temporomandibular (DTM) não se limita ao alívio rápido da dor. Sinais como dores frequentes na cabeça, tensão na região cervical, estalos na articulação da mandíbula, limitação de abertura bucal e desconforto ao mastigar indicam a necessidade de avaliação fisioterapêutica.
Osteopatia
Sobre a diferença entre a osteopatia e técnicas mais tradicionais, a palestrante explicou que o principal diferencial está no olhar sobre o paciente. “A osteopatia busca entender a causa do problema. O corpo funciona como uma engrenagem. Quando uma parte entra em disfunção, outras estruturas passam a compensar, gerando tensões e dor”, esclareceu Maria Carolina Carvalho.
No que se refere à interferência no quadro clínico a palestrante citou aspectos emocionais, hábitos de vida, condições de trabalho e acesso à saúde. “Fala-se muito em anatomia e tratamento conservador. Mas é preciso avançar para uma visão biopsicossocial e cultural. O profissional precisa entender o contexto em que o paciente está inserido”, sugeriu.
Outro ponto abordado foi a necessidade de trabalho multidisciplinar. “Em casos de dores crônicas – especialmente relacionadas à DTM, o diálogo entre fisioterapeuta, odontólogo e psicólogo é fundamental para obter resultados mais efetivos”, mencionou.
População 60+
Segundo dados do IBGE a população com 60 anos ou mais passou de 22 milhões para 34,1 milhões entre 2012 e 2024. Nesse contexto, Maria Carolina Carvalho afirmou que o atendimento ao idoso exige preparo específico. “É um paciente com perda de massa óssea, muscular, mobilidade reduzida e outras alterações fisiológicas. O profissional precisa adaptar a avaliação e o plano terapêutico a essas condições”, explicou.
Encerrando a aula magna, Maria Carolina Carvalho reforçou que fisioterapia é anatomia. “Quanto mais o aluno estuda: mais percebe que precisa estudar. É necessário saber interpretar o paciente e buscar a causa das disfunções e não apenas tratar a dor”, concluiu.
O coordenador José Henrique Cid de Brito agradeceu à fisioterapeuta Maria Carolina Carvalho pela participação e contribuição com a formação dos acadêmicos.
Com informações e fotos Assessoria de Imprensa





























