Condições climáticas favorecem as lavouras, que apresentam bom desenvolvimento nos 15 municípios atendidos pela Seab de Ivaiporã
O plantio do trigo foi concluído nesta semana nos 15 municípios atendidos pelo Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Ivaiporã, enquanto as lavouras de milho segunda-safra avançam com expectativa de produtividade acima da média. As condições climáticas têm favorecido as duas culturas, conforme avaliação do Departamento de Economia Rural (Deral).
A área destinada ao trigo ficou em cerca de 40 mil hectares nesta safra, abaixo dos 42 mil hectares registrados no ano passado. Parte dessa redução foi absorvida pelo milho segunda-safra, cultura que vem ganhando espaço entre os produtores da região.
O engenheiro agrônomo Sérgio Carlos Empinotti, do Deral, destaca que aproximadamente 80% das áreas de trigo estão em fase de desenvolvimento e perfilhamento. Os outros 20% encontram-se em germinação, já que a semeadura foi finalizada recentemente. “O trigo está muito bom. As chuvas vieram na hora certa e, até agora, o frio não causou prejuízos significativos às lavouras”, afirma.
A expectativa é de produtividade média próxima de 140 sacas por alqueire, com possibilidade de resultados ainda maiores em algumas propriedades. Apesar do cenário positivo, os produtores seguem atentos às condições do inverno. O risco de geadas faz parte do ciclo da cultura, embora, neste momento, não exista grande preocupação no campo.
No milho segunda-safra, o cenário também é favorável. Levantamento do Deral mostra que cerca de 80% das lavouras estão em fase de frutificação e enchimento de grãos. Os 20% restantes permanecem em desenvolvimento vegetativo. O bom desempenho das lavouras está relacionado ao plantio dentro da janela recomendada, ao uso de tecnologia e às chuvas registradas ao longo do ciclo.
A expectativa é de uma produtividade média superior a 210 sacas por alqueire. “Em áreas com melhor desempenho, a colheita poderá alcançar até 250 sacas por alqueire”, assinala Empinotti. Boa parte das lavouras já passou pela fase mais sensível do desenvolvimento, reduzindo os riscos para a produção.
A colheita do milho deve começar apenas no final de julho. As temperaturas mais baixas típicas desta época do ano fazem com que os grãos levem mais tempo para perder umidade, retardando o início dos trabalhos no campo.
Preços seguem abaixo da expectativa
Apesar do bom desenvolvimento das lavouras, os preços continuam sendo motivo de preocupação para os produtores.
No caso do trigo, a cotação próxima de R$ 70 por saca é considerada pouco atrativa diante dos custos de produção, fator que contribuiu para a redução da área plantada nesta safra.
Já no milho segunda-safra, os preços entre R$ 52 e R$ 54 refletem a expectativa de uma grande produção nacional, aumentando a oferta do grão e limitando uma valorização mais expressiva no mercado.

Texto e fotos: Ivan Maldonado


























