Exposição chega à 19ª edição neste fim de semana e reúne produtores, colecionadores e admiradores de orquídeas.
A paixão por orquídeas em Jardim Alegre começou há mais de duas décadas e foi crescendo até se transformar em uma tradição. Segundo o presidente da Associação dos Orquidicultores e Floricultores de Jardim Alegre (Assoflor), Carlos Alberto Azevedo, as primeiras exposições foram realizadas por iniciativa de um ex-morador do município.
O ex-morador Mauro Ferreira (in memoriam) cultivava orquídeas na região de São José dos Pinhais e trouxe para Jardim Alegre a experiência adquirida com seu orquidário. Ele passou a incentivar outros moradores e realizou as primeiras exposições de orquídeas na cidade.
Azevedo conta que, depois desse início, um grupo de amigos que compartilhava o interesse pelas plantas criou um grupo no WhatsApp para trocar experiências sobre cultivo e variedades. (fotos abaixo)
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A partir desses encontros, os integrantes passaram a desenvolver ações em Jardim Alegre. Uma delas foi a fixação de orquídeas em árvores e espaços públicos como forma de embelezar a cidade. Entre as variedades utilizadas estava a Dendrobium nobile, conhecida como “olho de boneca” por ser mais adaptada ao clima da região. “Se as pessoas olharem nas árvores hoje, vão encontrar essas orquídeas que foram fixadas”, explica Azevedo.
O grupo cresceu e, em 2011, deu origem à Assoflor. Com o tempo, a associação também assumiu a organização da exposição, que neste ano chega à 19ª edição.
A edição deste ano será realizada neste sábado (5) e domingo (6), no Salão Paroquial da Igreja Matriz, das 8h às 18h. A exposição reúne orquídeas de diferentes espécies e híbridos, além de suculentas e rosas do deserto. Entre as variedades de orquídeas estão Cattleya, Denphal, Oncidium e Vandas.
Segundo Carlos Alberto, atualmente, a associação reúne cerca de 25 pessoas. Desse total, apenas oito são produtores trabalham diretamente com o cultivo e a comercialização.
Entre as orquídeas mais procuradas na região estão as cattleyas. Segundo Azevedo, elas se adaptam bem ao clima local e apresentam diferentes espécies e híbridos.
Já o cultivo Denphal é a mais difícil e exige mais cuidados. A planta prefere temperaturas mais altas e precisa de manejo adequado para se desenvolver na região. “É uma orquídea de região mais quente. Não quer dizer que não possa ser cultivada aqui, mas é preciso adequar o manejo”, afirma.
Uma das alternativas utilizadas pelos produtores é fixar a planta em árvores, buscando condições mais adequadas ao seu desenvolvimento.
Uma paixão que floresce em família
Entre os integrantes da Assoflor está a professora Olívia Santini Primon, secretária da associação e uma das incentivadoras do grupo. Colecionadora, ela mantém um pequeno orquidário no fundo de casa e transformou o cultivo em um hobby.
O interesse pelas plantas, segundo Olívia, vem da família. O pai e a mãe também gostavam de orquídeas.
“É o meu hobby, eu amo orquídeas e estou cada vez mais apaixonada por elas. É uma beleza que Deus nos presenteia”, conta.
Para ela, o que mais fascina é a beleza e a singularidade de cada flor. Mesmo entre plantas da mesma espécie, Olívia observa diferenças e faz uma comparação com as pessoas.
“Cada orquídea é diferente da outra, assim como cada pessoa é única. É uma criação de Deus”, afirma.
Reportagem e fotos: Ivan Maldonado
































