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6ª Semana Jurídica da Fatec Ivaiporã inicia com debate sobre Transformação Social pelo Direito

Professora Isadora Vier Machado durante palestra na 6ª Semana Jurídica da Fatec Ivaiporã
6ª Semana Jurídica da Fatec Ivaiporã

Evento debate o papel do Direito na garantia de direitos, na justiça social e no enfrentamento à violência doméstica

O Direito como Instrumento de Transformação Social. Foi com este tema que o curso de Direito da Fatec Ivaiporã iniciou a 6ª Semana Jurídica com palestra conduzida pela professora-adjunta de Direito Penal da UEM Maringá, Isadora Vier Machado, na segunda-feira, 10 de agosto.  

A programação incluiu discussões sobre a efetivação de direitos, demandas da população e a responsabilidade dos profissionais de Direito na análise de problemas que nem sempre encontram resposta na aplicação das normas. Sobre a capacidade do Direito interferir na realidade, Isadora Machado explicou que as normas ajudam a definir os limites do pacto social.

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“Em um Estado Democrático, o Direito é importantíssimo para garantir reconhecimento e redistribuição, assegurando condições mínimas para que se estabeleça uma justiça social”, afirmou a palestrante. No entanto, a existência de uma lei não assegura que o direito previsto chegue à população. Segundo Isadora Machado, a limitação orçamentária está entre os principais obstáculos – citando o enfrentamento à violência doméstica para mostrar como a falta de estrutura compromete a aplicação das medidas legais.

“Ou seja, não adianta prever formas de prevenir e punir casos de violência doméstica sem aparelhar as delegacias, investir na educação para a igualdade entre homens e mulheres, e subsidiar programas e políticas públicas de proteção e enfrentamento”, explicou.

Posição privilegiada

Isadora Machado entende que as faculdades ocupam uma posição estratégica no diálogo entre a população e o sistema de Justiça. A relação permite elaborar soluções com os demais setores envolvidos. “As faculdades – inclusive a Fatec, têm um papel fundamental no processo de garantia de direitos, porque ocupam posição privilegiada nesse diálogo”, declarou.

Isadora Machado desenvolve trabalhos relacionados aos direitos das mulheres e às questões de gênero. Em 2025, foram realizados mais de 5 mil atendimentos. A professora avaliou que este volume não alterou o quadro nacional de aumento da violência doméstica. Mas permitiu qualificar a equipe a partir da escuta das mulheres atendidas. “Construímos aquilo que a extensão nos oferece de melhor: o conhecimento a partir da relação com a comunidade. Aprendemos ouvindo as mulheres e levamos os fluxos de atendimento, a escuta e o repertório teórico produzido pela universidade”, concluiu.

A coordenadora do curso de Direito, Pollyana Ferreti, afirmou que conhecer a legislação é fundamental. “No entanto, o futuro profissional precisa compreender quais obstáculos impendem que um direito previsto seja efetivamente garantido”, defendeu Pollyana Ferreti, que agradeceu à Isadora Machado por aceitar o convite e compartilhar uma análise baseada na experiência acadêmica e atendimento às mulheres.

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